Anglo Nubiana
Os Ingleses levaram alguns caprinos da Núbia (África), em 1860 e com eles, obtiveram a raça Anglo-Nubiana, cruzada com os caprinos nativos da Inglaterra. E uma raça leiteira, de médio e grande porte. Consta que a cabra MIAMI chegou a produzir até 8kg em duas ordenhas, na cidade de Araraquara- SP ,conforme citação de Honorato de Freitas em seu livro: “Criação de Caprinos”. Foi introduzida na Bahia, em 1932 sem obter qualquer sucesso. Mais tarde, em 1938, com Landulfo Alves, em Feira de Santana, viria a solidificar um núcleo de apreciadores. Foi preconizada para cruzamentos regeneradores com as cabras nativas, mas recentemente estatísticas dos Centros de Pesquisa mostram que a descendência resulta sendo menos eficazes que as ancestrais nativas. Tudo indica, portanto, que a Anglo-Nubiana destinar-se aos cruzamentos industriais para carne e leite. Conta com valorosos apologistas em todos os Estados nordestinos, evidenciando que terá melhores dias, no futuro. Seus animais de grande porte são, comumente, o foco da atenção popular durante as exposições. Segundo indicações oficiais, a raça precisaria diligenciar um trabalho de seleção em melhoramento leiteiro e de prolificidade, visando otimizar seu cruzamento com as nativas nordestinas. Aptidões produtivas: Uma cabra de aspecto alerta e atraente, parecida com a raça Nubiana, porem, é mais alta e mais elegante, mais forte, produzindo mais carne e menos leite, com a produção diária de 2 a 4 litros de leite com 6% ou mais de gordura. A prolificidade é quase tão boa como a da Nubiana. Os cabritos são grandes, precoces e de carne muito boa. É muito rústica e perfeitamente adaptável em climas tropicais, salvo nas regiões muito úmidas. Criada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, tem grande preponderância na transmissão de seus caracteres pelos cruzamentos, sendo fácil confundir mestiços Nubiano x Toggeenburg com Nubianos, o que requer cuidados na origem pelos compradores. É uma das raças mais recomendáveis para sua reprodução no Brasil. Com a pelagem semelhante a da Nubiana, freqüentemente malhada ou “tartarugada”, comum na combinação de pelos pretos, vermelhos e pardos, preferindo-se porem , que seja livre de qualquer tipo de pelagem Toggenburg. Pelos curtos, lustrados, de grossura regular e pela frouxa. Estatura de 60 a 70 cm fêmea e 70 a 90 cm no macho com peso de 55kg na cabra e 75kg no bode. A cabeça da cabra é mais fina e delicada que a do bode que é sem chifres, bem masculina, com o chanfro convexo e depressão em sua ligação, com a fronte e orelhas grandes, pesadas, caídas junto a cabeça. Olhos grandes e brilhantes. O corpo é bem proporcionado e costado largo e cheio. Costelas bem cinturadas e afastadas. Garupa ampla. No bode, uma tendência para cruzes altas e lombo enselado, o que deve procurar corrigir. A ossatura e musculatura são fortes. Úbere cheio, flexível, com as duas metades iguais nãos carnudas, profundamente fendidas, dependuradas, ligadas alto atrás, com tetas grandes e bem colocadas.